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Fado

O presente conjunto de esculturas constituem uma unidade subordinada à ideia que a autora tem sobre o Fado de Lisboa.
Habituada a ser uma ouvinte atenta e apreciadora de fado desde criança, aguardava a oportunidade de uma concretização plástica, deixando assim registado o que de visual mais a impressionava.
A oportunidade surgiu quando lhe foi lançado o desafio de participar numa exposição no Museu de Arte Popular com uma obra que fosse representativa da cidade de Lisboa, dando voz ao que havia interiorizado.
Sob o ponto de vista técnico, a autora ambicionava explorar novas técnicas e materiais. Desejava trabalhar novas linguagens estéticas e plasticidades, onde os volumes pudessem ser imaginados mesmo sem ser percecionados. Tal como Rodin dizia quando suprimia algumas partes às suas figuras, não há necessidade de explicitar todo o volume, pois ele resultará completo aos olhos do observador.
Nestas esculturas é visível o caráter expressivo que marca os trabalhos da escultora, através da representação dos sentimentos, em particular a expressão que é sugerida pelo movimento aparente das figuras.
No que se refere ao material utilizado, a autora, que até agora preferencialmente utilizava materiais “nobres” (pedra, bronze…), optou ultimamente por empregar materiais menos ortodoxos, tais como o aço corten, inox, grés e, no presente conjunto, a chapa de zinco.




 
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